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Dica Mensal de Segurança #7

por FOS, em 20.08.14

Se conduzir …não fale ao telemóvel!

 

Falar ao telemóvel tornou-se numa ação frequente, muitas vezes tomada de acordo com critérios individuais automáticos e irrefletidos que podem ter consequências para além do ato de transmitir ou receber uma mensagem.

 

A tarefa de conduzir depende sempre do cenário constituído por vários elementos que se vão modificando ao longo da viagem e que exigem do condutor, uma atenção e ajuste à realidade de forma a controlar o risco. O cenário é composto pelo: tráfico existente, as condições meteorológicas, o estado da estrada e da sinalização rodoviária, as condições do veículo e as condições de saúde e experiência do condutor.

Telefonar é uma atividade cognitiva que requer a atenção do condutor, que se o fizer enquanto conduz, é sujeito a uma dupla tarefa e a uma situação que será tento mais difícil quanto mais complexa for o cenário de condução.

 

Telefonar e conduzir ao mesmo tempo implica uma "carga mental" que prejudica a realização segura da tarefa da condução, por isso telefonar interfere no bom desempenho do condutor. Concretamente, o nosso cérebro não pode prestar a atenção necessária a duas tarefas diferentes realizadas simultaneamente, aumentado o tempo de reação aos estímulos que possam surgir.

 

 

Os dados estatísticos utilizados em estudos efetuados para diminuir o número de acidentes rodoviários, demonstram que falar ao telefone enquanto se conduz:

  • Aumenta 4 vezes a probabilidade de acidente;
  • Esta probabilidade aumenta para 6 durante os 5 primeiros minutos de conversação;
  • Os utentes mais assíduos do telemóvel têm uma taxa de mortalidade rodoviária dupla da dos utilizadores ocasionais;
  • Este risco mantém-se ainda alguns minutos depois da "chamada" ter terminado.

Algumas consequências devido ao fato do condutor estar a telefonar enquanto conduz

  • Diminuição da capacidade de vigilância do condutor e dispersão da atenção, devido à atenção que o condutor dirige à comunicação telefónica (interlocutor) que leva a comportamentos desajustados às várias situações de trânsito e inseguros;
  • Aumento, em cerca de 50%, do tempo de reação, levando o condutor mais tempo a atuar perante uma dada situação de risco potencial, incorrendo assim em situação de perigo;
  • Dificuldade de descodificação dos sinais e da sua memorização, perdendo, assim, informação essencial para uma condução segura (frequentemente a sinalização é mesmo ignorada);
  • Desrespeito da regra de cedência de passagem nos cruzamentos e entroncamentos;
  • avaliação do posicionamento do veículo na via;
  • Não manutenção da distância de segurança em relação ao veículo da frente e incapacidade de ajustar esta distância quando o veículo da frente pára ou abranda, com aumento do risco de colisão;
  • Dificuldade em retomar a fila por onde deve circular após uma ultrapassagem;
  • Não sinalização da manobra de mudança de direção, não dando assim a conhecer aos restantes utentes da via a sua intenção de efetuar a manobra;
  • avaliação da velocidade de deslocação, pois a maior parte dos condutores julga que reduz a velocidade quando atende o telefone, quando na realidade a mantém inalterável;
  • Redução do campo visual, a conversa telefónica afeta as capacidades de exploração visual do condutor durante e após a comunicação telefónica, em que é privilegiado o olhar a direito para a via, prejudicando a visão periférica e a informação visual recolhida através dos retrovisores (existe uma fixação do olhar durante a comunicação);
  • Tendência para não parar nas passagens de peões a fim de lhes permitir atravessar a faixa de rodagem com mais segurança, cerca de 75% dos condutores ao telefone não cumprem esta regra do Código da Estrada, porque não se apercebem dos peões;
  • Aumento do stress provocado pela situação de atendimento ou marcação de chamada telefónica, stress esse que pode ser acrescido pelo teor da conversa.

Outros aspetos importantes

Todos os efeitos enunciados são agravados por fatores humanos que caracterizam cada condutor, elevada intensidade do tráfego e complexidade das situações de trânsito, más condições meteorológicas e pela atenção requerida pela conversação.

Embora o uso de um "kit mãos livres", permita manter as duas mãos no volante, reduzindo assim alguns riscos pela maneabilidade que possibilita, não resolve todos os problemas. O condutor deve perceber todos os outros fatores de risco e evitar o telemóvel, seja qual for a sua forma de utilização, durante o ato de condução.

Os efeitos no condutor quando da manutenção de uma conversa ao telefone enquanto conduz podem ser comparados aos efeitos decorrentes de uma condução sob a influência do álcool;

De acordo com o Artigo 84º do Código da Estrada, é proibida ao condutor, durante a marcha do veículo, a utilização ou o manuseamento de forma continuada de qualquer tipo de equipamento ou aparelho suscetível de prejudicar a condução, designadamente auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos.

 

 

Algumas dicas de prevenção de acidentes e segurança

 

NÃO UTILIZE O TELEMÓVEL ENQUANTO CONDUZ!

 

Proteja-se a si e aos outros…

 

Se for condutor e receber ou necessitar de fazer uma chamada telefónica deve parar em local apropriado e só então utilizar o telemóvel.

Quado for conduzido por um familiar ou amigo, sensibilize-o para os riscos acrescidos a que se encontram expostos os passageiros do veículo quando se fala ao telemóvel enquanto se conduz e evite a sua utilização.

 

 

 

Esta dica foi elaborada pelo formador António Ribeiro, da disciplina de Segurança e Prevenção

 

 

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publicado às 17:28

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